Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

31 de dez de 2012

O comunismo ético de Oscar Niemeyer



Belíssimo texto d e Leeonardo Boff celebrando a passagem de Oscar para o mundo invisível.
07/12/2012
Leonardo Boff

Não tive muitos encontros com Niemeyer. Mas os que tive foram longos e densos. Que falaria um arquiteto com um teólogo senão sobre Deus, sobre religião, sobre a injustiça dos pobres e sobre o sentido da vida?

Nas nossas conversas, sentia alguém com uma profunda saudade de Deus. Invejava-me que, me tendo por inteligente (na opinião dele) ainda assim acreditava em Deus, coisa que ele não conseguia. Mas eu o tranquilizava ao dizer: o importante não é crer ou não crer em Deus. Mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu olhar se perdia ao longe, com leve brilho.

Impressionou-se sobremaneira, certa feita, quando lhe disse a frase de um teólogo medieval: “Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe”. E ele retrucou: “mas que significa isso?” Eu respondi: “Deus não é um objeto que pode ser encontrado por ai; se assim fosse, ele seria uma parte do mundo e não Deus”.

Mas então, perguntou ele: “que raio é esse Deus?” E eu, quase sussurrando, disse-lhe: “É uma espécie de Energia poderosa e amorosa que cria as condições para que as coisas possam existir; é mais ou menos como o olho: ele vê tudo mas não pode ver a si mesmo; ou como o pensamento: a força pela qual o pensamento pensa, não pode ser pensada”. E ele ficou pensativo. Mas continuou: “a teologia cristã diz isso?” Eu respondi: “diz mas tem vergonha de dizê-lo, porque então deveria antes calar que falar; e vive falando, especialmente os Papas”. Mas consolei-o com uma frase atribuída a Jorge Luis Borges, o grande argentino:”A teologia é uma ciência curiosa: nela tudo é verdadeiro, porque tudo é inventado”. Achou muita graça. Mais graça achou com uma bela trouvaille de um gari do Rio, o famoso “Gari Sorriso: “Deus é o vento e a lua; é a dinâmica do crescer; é aplaudir quem sobe e aparar quem desce”. Desconfio que Oscar não teria dificuldade de aceitar esse Deus tão humano e tão próximo a nós.

Mas sorriu com suavidade. E eu aproveitei para dizer: “Não é a mesma coisa com sua arquitetura? Nela tudo é bonito e simples, não porque é racional mas porque tudo é inventado e fruto da imaginação”. Nisso ele concordou adiantando que na arquitetura se inspira mais lendo poesia, romance e ficção do que se entregando a elucubrações intelectuais. E eu ponderei: “na religião é mais ou menos a mesma coisa: a grandeza da religião é a fantasia, a capacidade utópica de projetar reinos de justiça e céus de felicidade. E grande pensadores modernos da religião como Bloch, Goldman, Durkheim, Rubem Alves e outros não dizem outra coisa: o nosso equívoco foi colocar a religião na razão quando o seu nicho natural se encontra no imaginário e no princípio esperança. Ai ela mostra a sua verdade. E nos pode inspirar um sentido de vida.”

Para mim a grandeza de Oscar Niemeyer não reside apenas na sua genialidade, reconhecida e louvada no mundo inteiro. Mas na sua concepção da vida e da profundidade de seu comunismo. Para ele “a vida é um sopro”, leve e passageiro. Mas um sopro vivido com plena inteireza. Antes de mais nada, a vida para ele não era puro desfrute, mas criatividade e trabalho. Trabalhou até o fim, como Picasso, produzindo mais de 600 obras. Mas como era inteiro, cultivava as artes, a literatura e as ciências. Ultimamente se pôs a estudar cosmologia e física quântica. Enchia-se de admiração e de espanto diante da grandeur do universo.

Mas mais que tudo cultivou a amizade, a solidariedade e a benquerença para com todos. “O importante não é a arquitetura” repetia muitas vezes, “o importante é a vida”. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres, que melhore esse mundo perverso, vida que se traduza em solidariedade e amizade. No JB de 21/04/2007 confessou: ”O fundamental é reconhecer que a vida é injusta e só de mãos dadas, como irmãos e irmãs, podemos vive-la melhor”.

Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4. Ai se diz que “os cristãos colocavam tudo em comum e que não havia pobres entre eles”. Portanto, não era um comunismo ideológico mas ético e humanitário: compartilhar, viver com sobriedade, como sempre viveu, despojar-se do dinheiro e ajudar a quem precisasse. Tudo deveria ser comum. Perguntado por um jornalista se aceitaria a pílula da eterna juventude, respondeu coerentemente: “aceitaria se fosse para todo mundo; não quero a imortalidade só para mim”.

Um fato ficou-me inesquecível. Ocorreu nos inícios dos anos 80 do século passado. Estando Oscar em Petrópolis, me convidou para almoçar com ele. Eu havia chegado naquele dia de Cuba, onde, com Frei Betto, durante anos dialogávamos com os vários escalões do governo (sempre vigiados pelo SNI), a pedido de Fidel Castro, para ver se os tirávamos da concepção dogmática e rígida do marxismo soviético. Eram tempos tranquilos em Cuba que, com o apoio da União Soviética, podia levar avante seus esplêndidos projetos de saúde, de educação e de cultura. Contei que, por todos os lados que tinha ido em Cuba, nunca encontrei favelas mas uma pobreza digna e operosa. Contei mil coisas de Cuba que, segundo frei Betto, na época era “uma Bahia que deu certo”. Seus olhos brilhavam. Quase não comia. Enchia-se de entusiasmo ao ver que, em algum lugar do mundo, seu sonho de comunismo poderia, pelo menos em parte, ganhar corpo e ser bom para as maiorias.

Qual não foi o meu espanto quando, dois dias após, apareceu na Folha de São Paulo, um artigo dele com um belo desenho de três montanhas, com uma cruz em cima. Em certa altura dizia: “Descendo a serra de Petrópolis ao Rio, eu que sou ateu, rezava para o Deus de Frei Boff para que aquela situação do povo cubano pudesse um dia se realizar no Brasil”. Essa era a generosidade cálida, suave e radicalmente humana de Oscar Niemeyer.

Guardo uma memória perene dele. Adquiri de Darcy Ribeiro, de quem Oscar era amigo-irmão, uma pequeno apartamento no bairro do Alto da Boa-Vista, no Vale Encantando. De lá se avista toda a Barra da Tijuca até o fim do Recreio dos Bandeirantes. Oscar reformou aquele apartamento para o seu amigo, de tal forma que de qualquer lugar que estivesse, Darcy (que era pequeno de estatura), pudesse ver sempre o mar. Fez um estrado de uns 50 centímetros de altura E como não podia deixar de ser, com uma bela curva de canto, qual onda do mar ou corpo da mulher amada. Ai me recolho quando quero escrever e meditar um pouco, pois um teólogo deve cuidar também de salvar a sua alma.

Por duas vezes se ofereceu para fazer uma maquete de igrejinha para o sítio onde moro em Araras em Petrópolis. Relutei, pois considerava injusto valorizar minha propriedade com uma peça de um gênio como Oscar. Finalmente, Deus não está nem no céu nem na terra, está lá onde as portas da casa estão abertas.

A vida não está destinada a desaparecer na morte mas a se transfigurar alquimicamente através da morte. Oscar Niemeyer apenas passou para o outro lado da vida, para o lado invisível. Mas o invisível faz parte do visível. Por isso ele não está ausente, mas está presente, apenas invisível. Mas sempre com a mesma doçura, suavidade, amizade, solidariedade e amorosidade que permanentemente o caracterizou. E de lá onde estiver, estará fantasiando, projetando e criando mundos belos, curvos e cheios de leveza.
enviado por Leise

11 de dez de 2012

Se...


Se for pra fazer guerra, que seja de travesseiro.
Se for pra ter solidão, que seja no chuveiro.
Se for pra perder, que seja o medo.
Se for pra mentir, que seja a idade.
Se for pra matar, que seja a saudade.

Se for pra morrer, que seja de amor.
Se for pra tirar de alguém, que seja sua dor.
Se for pra ir embora, que seja a tristeza.

Se for pra chorar um dia, que seja de alegria.
Se for pra cair, que seja na folia.
Se for pra bater, que seja um bolo.
Se for pra roubar, que seja um beijo.
Se for pra matar, que seja de desejo.

 de Alvaro Socci

enviado por Wilson

6 de dez de 2012

História de amor: P.S. Eu te amo


RIO - Era uma noite de terça-feira insuspeita em Copacabana. No fim daquele dia, 23 de outubro, um grupo de frequentadores do sebo Baratos da Ribeiro faria exatamente o que faz há cinco anos: se espremeria entre as prateleiras abarrotadas da livraria para mais um encontro do Clube da Leitura, evento quinzenal em que leem trechos de livros e trocam impressões sobre contos próprios. Quando chegou a sua vez na roda, o dono do sebo e fundador do clube, Maurício Gouveia, tirou da gaveta um livro que guardava há dez anos escondido no acervo: um exemplar em italiano de “Nove contos”, do escritor americano J.D. Salinger.

Não tinha coragem de vendê-lo. Com as bordas amareladas e as páginas carcomidas, aquele “Nove racconti” guardava uma dedicatória em português na página de rosto que Maurício considerava mais bonita do que todo o livro do autor do clássico “O apanhador no campo de centeio”. Um homem comum — que poderia ser um médico, um vendedor de sapatos ou um trapezista de circo — declarava seu amor a uma mulher, em Milão, em 26 de dezembro de 1966. Maurício leu a dedicatória enorme, que começava com a frase “De tudo que vem de você, permanece em mim uma vontade de sorrir” e se encerrava com a oração “a vida é um contínuo chegar de esperanças”. Ao final, subiu o tom para ler o nome do santo: Sylvio Massa de Campos.

Foi quando um dos frequentadores do clube soltou um “opa!”. O jornalista George Patiño conhecia a família Massa, da qual Sylvio era o patriarca. Ele não vendia sapatos, trabalhava em circo ou morava em Milão: o matemático e escritor Sylvio Massa de Campos estava vivo, trabalhara a vida toda na Petrobras, tinha 74 anos e morava logo ali, no Leblon.

— Tem certeza? — perguntou Maurício.

— Trago ele aqui no próximo encontro — prometeu George.

Feito. No dia 6 de novembro, um senhor de cabelos brancos, sorriso fácil e porte altivo entrou no sebo acompanhado de duas filhas e três netos. Emocionado, recebeu das mãos de Maurício o livro perdido. Releu a dedicatória em voz alta, com pausas longas entre uma frase e outra, o que só aumentava o suspense na livraria, entrecortado pelo ruído dos netos inquietos. Depois de ser longamente aplaudido, contou aos novos colegas a história por trás daquela mensagem.

Em 1966, ele fazia mestrado em Matemática em Milão com uma bolsa do governo brasileiro. Lá, conheceu uma italianinha de nome Febea, que tinha concluído os estudos em Literatura em Londres, e acabava de retonar à Itália. Quando ela comentou que conhecia José Lins do Rego e João Cabral de Melo Neto, e que adoraria aprender português para ler Guimarães Rosa, Sylvio se apaixonou na hora: apesar de trabalhar com algoritmos, era na literatura que descansava seus teoremas. Prestes a terminar a pós-graduação, no entanto, logo voltaria ao Brasil. O amor foi construído à distância.

— Nosso namoro durou um ano, 136 cartas, nove livros, dois telegramas e um telefonema — contou Sylvio, para suspiro coletivo da plateia, e espanto das filhas, que não conheciam todos aqueles números. — Naquele tempo, dar um telefonema era uma fortuna. Esta dedicatória escrevi no dia do meu aniversário, já doido por ela. Eu nem sei como perdi o livro, acho que foi numa mudança nos anos 80.

Um ano depois, Febea veio morar no Brasil, e Sylvio montou um apartamento no Méier para ela. Tiveram duas filhas, Isabella e Gabriella — que a essa altura se debulhavam em lágrimas na livraria —, e viveram felizes para sempre. Até que um câncer levou Febea aos 41 anos de idade. Sylvio nunca mais se casou.
— A arte de viver é a arte de acreditar em milagres, disse o poeta italiano Cesare Pavese, e se hoje eu estou aqui é porque ele está certo. Febea foi a pessoa que eu amei mais profundamente em toda a minha vida. E ela está presente aqui, nessas cinco pessoas que fizemos, nossas duas filhas e três netos. Esse é o milagre — declarou Sylvio, lembrando, ao final, uma frase que ouvira do neto quando ele tinha 4 anos, e que levava como mantra de vida: “Vovô, nada é grave.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ps-eu-te-amo-6826279#ixzz2DMKzyvA4

enviado por Viviane

29 de nov de 2012

Vocabulário feminino


por Leila Ferreira

Se eu tivesse que escolher uma palavra
- apenas uma -
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas,
acho que está passando da hora de aprendermos
a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias,
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,
olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial
da mulher moderna.
Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amigas em segundo plano.

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
quanto a convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas
(que gostam dos mesmos filmes que a gente),
sair sem ter hora para voltar,
compartilhar uma caipivodka de morango
e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes
- isso, sim, faz bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa,
prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez
(desligue o celular, se for preciso)
e desfrute os prazeres que só uma
boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino:
pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos,
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia
- não importa -
e a ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
contar até 100 antes de uma decisão importante,
entender melhor os próprios sentimentos,
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão
de uma mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas
do nosso dia a dia.
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora,
preste atenção na conversa de duas crianças,
marque um encontro com aquela amiga engraçada
- faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas,
cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado:
mulheres que falam em regime o tempo
todo costumam ser péssimas companhias.

Deixe para discutir carboidratos
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista..
Nas mesas de restaurantes, nem pensar.

Se for para ficar contando calorias,
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa
do companheiro de mesa com reprovação e inveja,
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface
e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que,
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia:
gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife:
é ser delicada.
Saber se comportar
é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro,
e trate-o como você gostaria de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco,
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia,
aquele homem que um dia (quem sabe?)
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Brad Pitt ...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça..

E recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra:
use-o para reinventar a si mesma.

E, por último
(agora, sim, encerrando),
risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita,
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo,
a esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite,
rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam,
bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é
(e nunca foi)
fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem
(e a busca da perfeição pesa toneladas),
a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira, está fazendo tratamento de um câncer de mama.

enviado por Márcia

8 de nov de 2012

Jalaluddin Rumi



Tocaste a órbita do coração celeste,
agora fica aqui.
Pudeste ver a lua nova
agora fica.

Sofreste em excesso por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.

Teu tempo acabou.
Escutaste tudo o que se pode dizer
sobre a beleza desse amante,
fica aqui agora.

Juraste em teu coração
que havia leite nesses seios,
agora que provaste desse leite,
fica.











O mar é uma coisa...
a espuma, outra;

Esquece a espuma e contempla o mar noite e dia,
Tu olhas para a ondulação da espuma e não para o poderoso mar.

Como barcos, somos jogados daqui para ali,
Somos cegos, embora estejamos no brilhante oceano.

Ah! tu que dormes no barco do corpo,
Tu vês a água; contempla a Água das águas!

Sob a água que tu vês há outra água que a move,
Dentro do espírito há um espírito que o chama."

Jalaluddin Rumi 

enviado por Vera

27 de out de 2012



Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.

E uma banana pelo potássio.

E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.

Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para… não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.

Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia…

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.

Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo – e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher… na sua cama.

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal… Tchau!

Luis Fernando Veríssimo (?), enviado por Izabel

6 de out de 2012

Tecendo redes


A cada dia, a cada instante tecemos as intrincadas redes de nosso destino. Um precioso trabalho, único, inigualável, nossa criação comovente chamada vida.

Cada gesto, cada palavra, cada sentimento ou pensamento que emitimos faz parte desta obra prima que é nossa vida. Nem bem sabemos que estamos tecendo nossa realidade dia a dia, mas é exatamente isso que estamos fazendo neste momento.

Teço minha vida com graça, beleza e ritmo, ou posso fazê-la como quiser ou como puder, mas verei o resultado em cada ponto bem dado, ou em cada nó emaranhado que crio para mim mesma e ao meu redor.

Teço minha rede paralela a tantas outras, e eventualmente nossos destinos se encontram e nossas redes se entrelaçam em complexas tapeçarias de ordem e beleza extraordinária, ou em nós embaraçados e confusos.

Sou perfeita do jeito que sou, sou o melhor que posso neste espaço/tempo possível. E cada um que vejo é perfeito, é uma criação máxima neste agora único e maravilhoso.

Se criamos doenças ou saúde, amor ou guerra, se criamos dor ou flores em nosso caminho é apenas uma escolha, são apenas os fios, as cores, as tensões com que alinhavamos, costuramos, tecemos a realidade presente.

É meu presente, é meu presente ao mundo, é meu presente a mim mesma, o que sou neste instante infinito e findo chamado vida.

Ana Liliam

26 de set de 2012

Coldplay - Til Kingdom Come

Pra te encontrar

Foi somente hoje que despertei
e se você me esperar
amanhã te encontrarei...
E vou brilhando
na luz deste novo dia
e vou sorrindo
pra te contar...
As minhas malas
eu já deixei pra trás
o meu pesar não existe mais
eu vou correndo
pra te encontrar...
Eu já esqueci quem fui um dia
as minhas máscaras eu já rasguei
eu vou feliz
pra te amar...
A inocência voltou pra mim
e do mal que havia nada sobrou
é só você me aguardar
e logo cedo
vou te pegar...
Um novo dia já vai raiar
você vai ver
vou te buscar...
Você verá
é um novo dia
que vai chegar!

25 de set de 2012

Seja positivo!


Alegre-se mais e provoque mais alegria na vida das pessoas!

Seja sempre otimista, sempre! Porque vale a pena e a atitude mais lógica e mais inteligente que se possa ter é a de praticar o otimismo!

Seja otimista em relação a tudo e a todos, procurando eliminar a tristeza e a negatividade de sua vida!

Você está sim rodeado de pessoas maravilhosas e boas. E tudo o que acontece em sua vida são experiências e vivências que deixam você mais competente e mais preparado. Concentre-se na sua vida e observe mais as pessoas, os fatos.... Agradeça sempre! Pare de reclamar e de ficar choramingando!

Saiba que é a sua atitude e seu enfoque das coisas que atrai o melhor ou o pior para você, tá?

Mude toda atitude que tira o seu sorriso, a sua graça, a sua espontaneidade. Alegre-se mais e provoque mais alegria na vida das pessoas.

Perceba como você é abençoado e como a sua vida é maravilhosa! Que alegria e privilégio é estar vivo, estar onde você está, fazendo o que você está fazendo, rodeado de tantas coisas boas e pessoas incríveis!

Comece já a procurar por elas. Elas estão bem próximas de você, acontecendo o tempo todo. A alegria e a felicidade estão bem aqui pertinho de você. Dentro de você!

Bom Dia! Bom Divertimento!

"Tudo de bom acontece às pessoas com disposição de se alegrar sempre"

Mensagem de Luis Carlos Mazzini


enviado por Neusa

18 de set de 2012

Antes Que a Vida Seja Breve

Quero hoje a vida
Inteira, mágica e verdadeira
Cada instante pleno em meu ser
E não importa se a vida me presenteia
Ora com dor
Ou se com doce amor

Pois é tão raro este instante que já passou
E a vida corre célere por nossos dias
Por nossas veias

Precioso é nosso amor
E o momento de dizer seu valor
Antes que a vida seja breve
Antes que a vida de novo nos leve...

Então deixo escrito
O que o coração escreve
O amor que em mim só cresce
O amor que por ti me enternece...

Ana Liliam

8 de set de 2012

Apocalipse do homem interior

Um vento forte um dia soprará, um vento quente e abrasador.
Levará com ele todos os sonhos, todas as ilusões.
Depois desta grande ventania nada mais restará, somente poeira e dor.
É o vento dos tempos, anunciando o fim de uma era, e o início de outra.
 Nem pedra sobre pedra, nem família, nem amor.
 De tudo o que se tem, tudo se perderá, e para os poucos que ainda restarem, além da dor, do vazio e da morte, restará uma fé inabalável, uma força capaz de mover os céus e as montanhas, de mover os passos errantes, em uma nova direção nunca antes tentada!

Nos dias de hoje um vento já se faz sentir, abalando todas as velhas estruturas, e para os que se preparam nesta nova jornada, o caminho é o da verdade e do coração.
A estes a lição já é tomada, desprender-se de tudo que se tem, de tudo e de todos a quem se ama, para buscar um só consolo, um só alento nos dias que virão.
Junto a sua dor, junto ao vazio do coração, há uma luz que não se apaga, uma luz que brilhará na imensidão!

Depois de tudo, depois de todos, depois deste vento avassalador, virão as águas, e estas levarão o que restou.
As águas da nova era levarão, lavarão todas as dores, todas as mágoas de um sofrido planeta em evolução.
As águas do Ser transformarão toda dor em amor.
Então todas as terras se moverão, as terras em que se erguem nosso Ser, as terras das carnes, dos ossos, da poeira e do barro de que somos feitos.
E do sopro, e da água, e do barro e do fogo que incendeia as almas e os corpos, um novo Ser surgirá. Um novo ser humano sobre o planeta pisará.

Nos dias que depois virão, poucas lembranças restarão desta nossa civilização, uma outra tomará o seu lugar, e os dias serão de paz e alegria, neste novo mundo que renascerá.
Depois dos tempos apocalípticos do homem interior!

21 de ago de 2012

Em cada um o meu olhar...


Em cada um em que descanso meu olhar
é a mim mesma que vejo,
e como lago límpido que espelha minha alma,
deslumbro em ti minha beleza...
Em tua alta estatura subi aos céus
e em teus longos braços pensei alçá-los...
Foi em teus olhos azuis e límpidos
que vi as estrelas fulgurantes a me fitarem,
e foi em olhos verdes oceânicos
que um dia vi um mar profundo,
um mar de amar...
E nos olhos de um castanho acinzentado
revi num relance
toda a nostalgia do passado...
Em teus braços fortes
encontrei a força de uma montanha,
e no lindo sorriso de Luana,
reencontrei a mais doce canção de amor...
E assim,
a cada volta deste bailado,
em cada um que miro,
é a mim mesma que espio,
e entre surpresa e extática,
percebo que somos todos Um,
dançando juntos o balé cósmico da vida.
E compreendo
que não há outra força senão o amor,
para revelar em cada um
toda grandeza que Somos nós!

para todos nós, Ana Liliam

19 de ago de 2012

Sinto muito


Sinto muito,
por projetar em você toda minha loucura e sanidade,
por fazer de você o receptáculo de minhas sombras e minha luz,
por te amar demais,
por te odiar tanto quanto te amo,
por todas as minhas carências,
por toda beleza e carícia,
e tudo mais
que deixei de assumir.
Sinto muito,
se te enredei na névoa de meus sonhos,
se construímos juntos pedaços de um mundo de ilusões,
se iludi a ti e a mim,
e se juntos nós nos perdemos na desordem de todos os sentimentos...
Sinto muito,
se eu não quis despertar a tempo
para te acordar de toda esta loucura,
deixe-me dizer que ainda é tempo!
Tempo para assumir todos os medos,
todas as dores,
toda luz e toda as trevas,
que despejei sobre ti,
tributos pesados demais para nós dois,
para todos nós...
É ainda tempo,
de tomar de volta,
tudo que me pertence,
de feio e de belo,
de forte ou intangível,
para livrar-te do fardo
dos meus desejos insanos,
de minhas crenças obliteradas
neste mundo em que nos vemos separados,
quando tu e eu sempre fomos um...
Sinto muito por minha agonia,
apenas tento
por um minuto
a glória da lucidez!

Ana Liliam

8 de ago de 2012

Você viria?


Eu sou poder
eu sou coragem
eu sou amor.
Nesta longa travessia
eu ganhei a certeza do caminho
despi-me das velhas e mesquinhas forças do ego
deixei para trás o medo
e já não carrego nem a dor
e nem a culpa.
Você viria comigo?
Eu sou a montanha
o coração do leão
a beleza da flor.
Eu vejo o caminho
e na minha inocência
fiz-me imbatível.
E você, daria seus passos comigo?
Basta que me dê suas mãos entre as minhas
e confie na luz que arde em meu coração.
Seguiremos juntos passo a passo
e nada temeremos,
eu te apoiarei, e tu a mim,
tu me erguerás, e eu a ti,
e unidos a luz do novo dia nos receberá.

Ana Liliam


5 de ago de 2012

Verdadeira como a vida


Pudesse eu ser verdadeira como a vida,
Como o dia,
Que também escurece,
Também noite é.

Pudesse eu nada te esconder,
O meu sofrer, o meu silêncio,
As minhas sombras...

Pudesse eu revelar tudo o que sou,
E o meu amor
Seria inteiro, não mais ao meio...

Pudesses tu me ver,
Em todas as minhas faces,
Sem mais segredos,
Plena, bela ou feia,
Tu me amarias mesmo assim?

Que queres de mim?
Meia-verdade,
Ou verdadeira?

Deixa-me ser imperfeita,
Como imperfeito o meu amor,
E, só assim,
Terás-me um dia, inteira!

Ana Liliam

3 de ago de 2012

O Laço e o Abraço, Mário Quintana





Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... 
uma fita dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,
no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!





2 de ago de 2012

ATITUDE




por Paulo Roberto Gaefke

Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer!

Não adianta reza forte, nem macumba com 20 velas.

Se você não se decidir pelo primeiro passo, se você não sair desse
quarto, nem os anjos e nem Jesus poderão te ajudar, se você não se
ajudar!

Quer emagrecer?

Caminhe todos os dias, pare de dizer que não tem dinheiro para a
academia. A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite,
seja dia.

Quer um novo emprego?

Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a
diferença e as empresas vão correr atrás de você!

Quer um novo amor?

Saia para lugares diferentes assista a um bom filme, leia um bom
livro, abra a cabeça, mude os pensamentos, e o amor vai te encontrar
no metrô, no ônibus, na calçada, e em qualquer lugar, pois você será
de se admirar. Pessoa que encanta só de olhar...

Quer esquecer alguém que te magoou?

Enterre as lembranças e o infeliz! Valorize-se criatura! Se você se
valoriza, sabe quanto vale, sabendo quanto vale não se troca por
qualquer coisa. Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor.
Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos. E rumo ao novo que o
novo é sempre mais gostoso...

Quer deixar de dever?

Pare de comprar. Não faça dívida para pagar dívidas! Nunca! Jamais!
Faça poupança e pede para o povo esperar. Devo?, não nego, pago quando
puder. Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar. Em breve, não
terá mais nada para pagar...

Quer esquecer uma mágoa?

Limpe o seu coração, esvazie-se... Quem tem equilíbrio não guarda
mágoas. Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem.
Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação.
Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.

Quer viver bem?

Ame-se!

Felicidade é gratuita, não custa nada. É fazer tudo com alegria, nos
mínimos detalhes.

Pergunte-se e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:

- Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?
- Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?
- 4 carros?
- 6 quartos se é você e mais 1 ou 2?
- 40 pares de sapato, se tem apenas 2 pés?

A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda. Acorde
enquanto é tempo e comece a mudança, antes que o tempo venha e apite o
final do seu jogo!

Espero que você pelo menos tenha vencido a partida.

Seja feliz!

enviado por Vera

23 de jul de 2012

Meu céu em você

Quando você partiu
levou contigo meu céu,
meu céu azul de luz e paz.
Pois mesmo quando nossas palavras
falam em diferentes linguagens
e não mais nos entendemos,
para levantar espessos véus entre nós,
ainda assim estou no céu ao teu lado.

Sei que um momento chegará,
em que não precisaremos mais de escorregadias palavras,
sei que nos encontraremos neste céu de paz e luz,
além das dores do passado,
depois de toda culpa e erro,
que irão se dissipar na luz de um novo dia.

É verdade que outras estrelas sorriem para mim,
mas desejo ver além do brilho fugidio das ilusões,
somente o céu límpido que nos aguarda.
Perdura em mim uma fome de amor,
o desejo da mais verdadeira alegria,
e da inteira felicidade
em viver ao lado teu.

Ana Liliam

21 de jul de 2012

ENTRE AMIGOS


de Martha Medeiros

Para que serve um amigo?
Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, 
recomendar um disco, 
dar carona pra festa, passar cola, caminhar 
no shopping, segurar a barra.
Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta 
para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. 
Milan Kundera, escritor tcheco, 
escreveu em seu último livro "A Identidade", 
que a amizade é indispensável para o 
bom funcionamento da memória 
e para a integridade do próprio eu.
Chama os amigos de testemunhas do passado e 
diz que eles são nosso espelho, 
que através deles podemos nos olhar.
Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, 
aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado 
contra seus inimigos. 
Verdade verdadeira.
Amigos recentes custam a perceber essa aliança, 
não valorizam ainda o que está sendo construído.
São amizades não testadas pelo tempo,
não se sabe se enfrentarão com solidez 
as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão.
Veremos. 
Um amigo não racha apenas a gasolina: 
racha lembranças, crises de choro, experiências. 
Racha a culpa, racha segredos. 
Um amigo não empresta apenas a prancha. 
Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, 
empresta o calor e a jaqueta. 
Um amigo não recomenda apenas um disco. 
Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. 
Um amigo não dá carona apenas pra festa. 
Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. 
Um amigo não passa apenas cola. 
Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. 
Um amigo não caminha apenas no shopping. 
Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, 
sai do fracasso ao teu lado. 
Um amigo não segura a barra, apenas. 
Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, 
segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. 
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. 
Se tiver um, amém."

enviado por Vera

20 de jul de 2012

Jornada da alma


Foi uma longa caminhada
às vezes titubeante,
outras às cegas, pude apenas tatear
o estreito caminho entre o abismo e a montanha que subia...
Noutras tantas tropecei
para me reerguer e retomar a jornada...
Meus medos enfrentei
e minhas sombras desafiei
como heroína sem jeito numa aventura
que não se conta em livros
mas que se vive nos meandros da alma,
entre a realidade que ofusca
e a verdade escondida na noite do dia que vai raiar...
Eis me aqui e ainda escuto Seu chamado
e sem medo dou minhas mãos ao destino,
eu, pequena criança entregue,
Tu, Velha Alma Sábia,
para que me leve, que me carregue,
por onde melhor se fizer.
Novo sol em breve vai iluminar
e aqui não vou mais estar,
pois pertenço ao rol das estrelas
que juntas trarão a paz e a luz
ao novo mundo.

Ana Liliam





17 de jul de 2012

FLORES-BRILHO




Quando o homem for capaz de ouvir o som das flores, então seu coração estará aberto para outras realidades transcendentais.
Quando o brilho do sol for visto como beijo da vida, então o homem comungará melhor com o prana.
Quando desaparecer o orgulho, os homens dirão com certeza: "Somos filhos da natureza!”.
Que o Grande Espírito possa promover uma chuva de amor no terreno de nossos corações.
Que as mágoas sejam lavadas e os dias cinzentos da alma diluídos pela Grande Luz que tudo cura e reconstrói.
Que as pessoas ouçam os sons das flores, com a percepção do coração.
Quando a vibração da luz dos homens for mais leve e simples, o próprio coração humano será uma flor e a humanidade um lindo jardim de "pessoas-flores" irrigadas pela paz do Grande Espírito.
- Um índio pele vermelha extrafísico  - Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 17/07/98.

enviado por Francisco Ulisses

7 de jul de 2012

Dentro de um abraço




O dia dos namorados já passou, mas todo dia é para bem amar...


Martha Medeiros - 12 de junho de 2008


Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria
nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas
praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo
europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa
sala de cinema assistindo à estréia de um filme muito esperado e,
principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco
estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de
hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num
elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é
o melhor lugar do mundo?


Meu palpite: dentro de um abraço.


Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher
apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém
solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de
um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor.
Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um
recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma
situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente
em meio ao paraíso.


O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as
suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há
para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz
necessária, está tudo dito.


Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com
um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear,
num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à
beira-mar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa
que você mais ama?


Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro
do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo
se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar
fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é
legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria.
Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local
aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.


enviado por Melu

24 de jun de 2012

Estações do Coração

No coração de uma mulher
Muitas estações se fazem,
Chega a primavera
Em delicadas e coloridas flores,
Em imaginosos anseios,
A brincar sob os lençóis em muitos devaneios...
Vem o verão de ardentes desejos
E quentes emoções...
Mas a alegria cede seu lugar,
Quando as folhas amarelas
Derrubam-se ao vento outonal,
E o tempo é de amor maduro e consciente...
O frio invernal não tarda a chegar,
Ora ácido, ora gelado,
Com suas tempestades e impiedoso vento,
A varrer os vestígios das folhas e das flores...
É como se as sementes
Na terra se guardassem,
Como se o mundo sobre si se fechasse,
A hibernar solitário em um coração adormecido...
Até que os ventos tragam o calor
Que derrete as neves sobre a montanha,
Até que venham as tempestades tão intensas e velozes
A arrastarem inclementes dores e sofreres...
Para que na terra fértil
De um coração de mulher,
Possam as sementes do amor germinar,
Romper a terra ao calor do sol de um novo dia!
Tantas estações florescem,
Definham, se escondem em meu peito,
Tantas emoções aguardam
O ciclo dos ventos e das monções.
Em todas elas do seu amor irei precisar,
Mesmo quando o inverno chegar
Espero ver a neve derreter quando você me aconchegar,
E descobrir as sementes do amor escondidas em meu coração!

12 de jun de 2012

Simplesmente amor


Preciso de ti de uma forma que nem imaginas
preciso de ti como do ar que respiro
como do chão que me sustenta.
Sem você não irei a lugar algum
e meu céu não será tão belo
e nem a vida terá tantas cores para eu apreciar!
Sem você eu morro um pouco mais
pois é em você que encontro minha vida
em você minha liberdade
em você meu amor e ternura
em você minha beleza
em você minha alegria e magia!
Em você a verdade que me espera
em você a luz que me ilumina.
Mas já não há medo algum neste amor
nem ansiedade ou desespero
nem dor nem culpa.
Meu amor é sereno como um lago num dia sem vento
que espelha a beleza do céu
meu amor é paciente como uma grande árvore
e cheio da paz luminosa como as neves eternas do Kilimanjaro.
Meu amor te aguarda hoje e sempre
meu amor já não é deste mundo
mas está contigo na eternidade.
E mesmo que você que não compreenda
que sigo um riscado estranho
traçado em um tempo longínquo
que nos aguarda desde sempre
está tudo bem!

Ana Liliam

10 de jun de 2012

O eterno presente


Existe um mundo novo
bem aqui, pertinho de nós
neste momento, o eterno presente.
E eu quero ir junto com você
mostrar que é possível,
você já sabe disso e já esteve lá,
só quero lembrá-lo...
Sei que os céticos dirão,
mas que bobagem!
isto é pura piração!
Mas não me importo
sei que eles também lá chegarão.
Só quero lembrá-lo...
houve um dia de paz
de admirar uma delicada flor...
um belo pôr de sol de tirar o fôlego!
um momento sem palavras...
ou quando os olhares se cruzam e o tempo pára!
um momento de rara beleza e delicadeza,
um encontro de amigos,
abraços sinceros, beijos, mãos dadas!
brincadeiras de crianças (ou nem tão crianças),
momentos de pura presença!
e as cores e sons ficam mais vivos,
e nós nos sentimos tão vivos!
como se tudo fosse morte até então...
um instante fugaz!
que se quebra em nossas palavras geladas,
ou em um pensamento vão!
é que o ego interrompe o eterno...
e nos traz amarrados de volta
ao tempo da escravidão!
O ego nos quer no mundo
onde tudo se desfaz, prisioneiros do nada,
construtores de ilusões no mundo onde tudo,
tudo morre...
É a sobrevivência do ego!
pois no novo mundo, é ele quem morre!
A beatitude dos Budas,
a paz dos santos,
pode ser sua e minha também,
basta apenas virar a esquina,
no viés deste mundo insano,
para colher momentos de luz e beleza,
trilhar este novo caminho, tão antigo!
andarmos juntos, corações atrelados
num novo passo!
Tudo mais passará!


Ana Liliam

6 de jun de 2012

SER HOMEM


(Adaptado de Cristiano Oliveira)

Lembrado ou esquecido diante de sua dureza
Amado, envelhecido perante sua natureza.
Homem, criado pelas mãos do Criador.
O fez à sua imagem e beleza. Deu-lhe razão.
Confiou a inteligência. Para amar com o coração.

Homem do passado, das guerras e lutas.
Das fábricas, das cidades, das jornadas e labutas.
Homem das letras, da filosofia e da ciência.
Homem da escrita, das palavras e da gerência.
Homem do presente e do futuro.

Homem que é menino. Que corre, pula, joga bola porque quer ser criança.
Homem que perde a inocência. Fica adulto. Parte... Busca... Planta!
Homens que são homens. Exemplos de vida.
Outros, o não. Estão perdidos, presos nas prisões, sem espelho, violentos.

Homem que luta para sustentar o lar, ganhando o digno pão.
Homem que é marido, pai, esposo, filho, avô, tio, irmão.
Homem que é político, consagrado, educador, artesão.
Homem poeta, do campo, da tecnologia, da fé e do chão.
Homem! Imagem da criação!

enviado por Mônica

Oficina: SER HOMEM
em Homenagem ao Dia internacional do Homem

Com Mônica Filizola e Rogério Amorim, monica.filizola@terra.com.br
A todos os homens e suas admiradoras:

A Oficina Ser homem está iniciando seu primeiro evento em comemoração ao Dia Internacional do Homem. 
Você homem, amigo, companheiro, pai e irmão é muito importante. Venha celebrar com a gente.
As mulheres também poderão participar, desde que acompanhadas de um ou mais homens. 

Dia: 15 de julho (domingo) de 16:15h às 19:00h (vivência de Biodanza). 

Local: Clube Amygo (no salão maior)
Setor de Clubes Sul Trecho 2 Lote 59 Brasília–DF
(ao lado da Oca da Tribo)

Investimento do homem: R$45,00 pagamento com depósito até o dia 06/07 ou no local, se houver vaga (R$54,00). Cada homem poderá convidar uma única mulher. 
Atenção: Para as mulheres participarem, terão que convidar um homem. 
Investimento da mulher: R$20,00 pagamento com depósito até o dia 06/07 ou no local, se houver vaga (R$25,00). 



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