Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

18 de jan de 2013

Os amores difusos


 

Não há um só jeito de amar, e nem uma única pessoa.

Não é preciso ser moderno para perceber que a nossa vida comporta amores simultâneos. Podem ser paixões dilacerantes e sombrias, como nos filmes, ou pode ser algo mais suave – um sentimento de atração que, mesmo não consumado, faz da vida um lugar melhor para os envolvidos. Todos conhecem esse tipo de sentimento.

Há gente que nós temos vontade de ver todos os dias, cuja presença nos deixa naturalmente mais alegres. Temos prazer enorme em abraçar gente assim e a conversa com elas é mais íntima, mais fácil, mais interessante. Uma alma destituída de malícia diria que isso é amizade, mas eu tenho certeza que se trata de uma forma de erotismo – sem posse, sem dor, sem pressa, mas é desejo que resiste ao tempo. Essa não é uma forma de definir o amor?
A principal qualidade dessa sensação é ser plural.

Não nos sentimos enamorados de todo mundo, mas tampouco temos esse tipo de apego por uma única pessoa. São várias. Pode ser a ex-namorada do colégio, a amiga da faculdade, a prima. Pode ser a garota da livraria ou a moça do bandejão que virou sua amiga. A lista não será grande, mas é uma pena, porque se trata de um sentimento bom. Não é gostoso ficar feliz quando toca o telefone?
Você não sai transando com essas pessoas, embora pudesse fazê-lo. Você não sofre por essas pessoas, embora possa ter acontecido. Essa relação navega entre o encantamento e a amizade, tem um pouco das duas, e fica a centímetros de se tornar inteiramente uma delas. Movemo-nos entre sutilezas.

O que você faz com alguém que ama difusamente é ter momentos de troca e carinho, que carregam uma ponta secreta de expectativa. Se um dia você bebe demais e diz sinceridades comovidas, ela pode rir, beijar você ou ficar brava e mandar que se comporte – mas tudo seguirá como antes. Nessa relação há espaço para ser você mesmo.
Os amores difusos fazem parte da esfera de sentimentos que começa na pessoa que você escolheu e vai se expandindo num círculo para incluir outras pessoas de quem você precisa. Família, amigos, amores. Nenhum casal é uma ilha. Ao redor do compromisso que mantém duas pessoas ligadas há uma vasta teia de ligações, com diferentes graus de densidade, que vinculam o casal ao mundo. Os amores difusos são uma parte especialmente delicada dessa teia.
Isso nada tem a ver com relações abertas, porém.

Admitir a existência de carinho e desejo fora da sua relação amorosa é apenas uma manifestação de sanidade. Tentar viver todas essas sensações é uma besteira. Criar arranjos matrimoniais que acomodem esses múltiplos sentimentos é ainda mais fútil. A melhor solução para quem deseja correr atrás de todos os seus desejos não é um namoro ou um casamento aberto. É estar sozinho. Assim se conquista total liberdade, sem culpas ou constrangimentos.
Ando convencido que a nossa vida afetiva tem uma espécie de centro e que nele só cabe uma pessoa de cada vez. As nossas grandes aventura emocionais, a nossa verdadeira história íntima, são escritas ao redor dessa exclusividade. Pode ser uma paixão que não deu certo ou um casamento fabuloso de 20 anos, mas continua sendo uma narrativa entre duas pessoas. O resto é tumulto.

Os amores difusos pertencem a outra esfera, e por isso não colidem. Eles são menos viscerais, mais leves, nos lembram que podemos experimentar diferentes alegrias na mesma existência. Sugerem que o grande amor romântico – esse que nos devora vivos, ou nos envolve suave como um lençol de linho – é apenas uma das experiências do afeto. Há outras, essenciais. Elas preenchem a existência com outra espécie de luz, igualmente necessária para mostrar nosso caminho.

(Ivan Martins escreve às quartas-feiras na Revista Época)
enviado por Márcia 

17 de jan de 2013

Rubem Braga


Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse -- "ai meu Deus, que história mais engraçada!".

E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria -- "mas essa história é mesmo muito engraçada!".

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse -- e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- "por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!" . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago -- mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina".

E quando todos me perguntassem -- "mas de onde é que você tirou essa história?" -- eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...".

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

Rio de Janeiro, 1967

Rubem Braga, cujo centenário de nascimento se comemora neste 12 de janeiro, nasceu em Cachoeiro do Itapemirirm e faleceu no Rio em 19 de dezembro de 1990. Bacharel em direito, jornalista, escritor, correspondente de guerra, embaixador do Brasil no Marrocos, um dos fundadores da Editora Sabiá, foi sobretudo cronista, o maior nesse gênero, só ombreando, talvez, com Machado de Assis.

"Ele um dia disse: "Sempre tenho confiança de que não serei maltratado na porta do céu, e mesmo que São Pedro tenha ordem para não me deixar entrar, ele ficará indeciso quando eu lhe disser em voz baixa: 'Eu sou lá de Cachoeiro...'"

enviado por Viviane

14 de jan de 2013

Manual para 2013


Para a saúde:

1. Beba muita água.

2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas e menos comida produzida em fábricas.

3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia.

4. Arranje tempo para orar.

5. Jogue mais jogos.

6. Leia mais livros do que leu em 2012.

7. Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia.

8. Durma 8 horas por dia.

9. Faça caminhadas de 20 a 60 minutos por dia e enquanto caminha sorria.

Para a personalidade:
10. Não compare sua vida coma dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros.

11. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle.

12. Não se exceda; mantenha-se nos seus limites.

13. Não se torne demasiadamente sério.

14. Não desperdice sua energia preciosa em fofocas.

15. Sonhe mais.

16. Inveja é uma perda de tempo. Você tem tudo do que necessita....

17. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá sua felicidade presente.

18. A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.

19. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente.

20. Ninguém comanda sua felicidade a não ser você.

21. Tenha consciência de que a vida é uma escola e que estás nela para aprender. Problemas são apenas partes que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que se aprende, perduram pela vida inteira.

22. Sorria e gargalhe mais.

23. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância.

Para a sociedade:

24. Entre mais em contato com sua família.

25. Dê algo de bom aos outros diariamente.

26. Perdoe a todos por tudo.

27. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6.

28. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia.

29. Não te diz respeito o que os outros pensam de você.

30. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantenha contato com eles.

Para a vida:

31. Faça o que é correto.

32. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre (pratique o desapego).

33. DEUS cura tudo.

34. Por muito boa ou má que a situação seja.... ela mudará...

35. Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece.

36. O melhor ainda está por vir.

37. Quando acordar vivo de manhã, agradeça a DEUS pela graça.

38. Mantenha seu coração sempre feliz.

E por último:

39. Envia para aqueles que você ama e a quem deseja um 2013 maravilhoso!


enviado por Izabel

3 de jan de 2013

Ano Novo



O engraçado é que - teoricamente - continua tudo
igual... Nada mudou.
Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro (a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...
A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar
que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2012, teremos um ano
IN-TEI-RI-NHO pela frente!
Um ano novinho em folha! Como uma página de papel em branco,
esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade,
coragem ou fé...
Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos
nossos...
365 dias para fazermos o que quisermos...
Sempre há uma escolha...
E, exatamente por isso,
eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem.
Desejo que sorriam o máximo que puderem.
Cantem a música que quiserem.
Beijem muito.
Amem mais.
Abracem bem apertado.
Durmam com os anjos.
Sejam protegidos por eles.
Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para
recomeçar..
Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas.
E ninguém pode ou deve questioná-las.
Quero agradecer aos amigos que eu tenho.
Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
Aos que eu fiz este ano.
Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.
Aos que moram perto e eu vejo sempre.
Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.
Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco
perdidos.
Aos que ganham e perdem.
Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que
este mundo é mesmo divino...


Enviado por Raquel

2 de jan de 2013

Original - Musica Alegria



Alegria (tradução)


Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um louco a gritar
Alegria
De um delicioso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como uma explosão de júbilo

Alegria
Eu vi uma faísca da vida brilhando
Alegria
Eu ouço um jovem menestrel cantando
Alegria
O grito bonito
Um rugir de sofrimento e de felicidade
Tão extremo...
Um amor furioso dentro de mim,
Alegria
Um feliz e mágico sentimento.

Alegria
Como um raio de vida
Alegria
Como um louco a gritar
Alegria
De um delituoso grito
De uma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade


De um delituoso grito
Duma triste pena, serena
Como uma fúria de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade.

Alegria Como a luz da vida
Alegria
Como um palhaço que grita
Alegria
De um estupendo grito
De uma tristeza louca, serena
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade


De um estupendo grito
De uma tristeza louca, será
Como uma raiva de amar
Alegria
Como um assalto de felicidade

Um amor furioso em mim
Alegria
Um feliz e mágico sentimento

enviado por Malu Peres

1 de jan de 2013

Amizade



"A amizade é nossa maior riqueza
Que podemos ter na vida
Tesouro de maior valor
A amizade é nossa maior alegria
Que sempre nos contagia
Com a magia do amor
Com meus amigos tudo fica mais florido
E o meu gibi fica muito mais divertido
A minha vida ganha muito mais sentido
Com meus amigos formamos um arco-íris
Os meus amigos colorem a minha vida
Com o verde da esperança e com o azul do vigor
Os meus amigos apimentam a minha vida
Com o vermelho da paixão à vida que traz o primor
Os meus amigos trazem o Sol Amarelo
Quero amá-los, ser um elo
Formarmos um Grande Sol
E irradiar para todos aqueles que não sabem
O que é ter um amigo e que ainda se sentem só
Eu quero ser amigo de todos os bichos
Elefantes e macacos e de todos animais
Eu quero ser amigo de todas as plantas
Todas as pedras e de todos os seres elementais
Eu quero ser amigo de todos os gurus
De todos Cristos, de todas religiões
Eu quero ser amigo dos budas risonhos
Pois sei que todos eles são apenas um só
Eu quero ser amigo de todos planetas
Das estrelas e cometas e universos siderais
E descobrir aquele amigo divertido
Que criou todos amigos dentro dele sendo um só.”
enviado por Liane
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