Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

13 de dez de 2014

O vento e o mar


A vida, tão amiga, me ensina a amar. Em lições doces e delicadas, em intocadas flores, que perfumam de odores minha alma apaixonada. E a dor se fez luz, e na luz compreendi enfim, que a paixão é mera ilusão, projeção de um coração que incompleto pensava ser...

Mas a vida, tão amiga, clareia os recônditos do meu ser. Levanta os véus, e já não me vejo incompleta, mas perfeita. Já não me vejo em pedaços, mas inteira. Bela é a vida que nos mostra que somos como o mar: profundo e desconhecido em seus abismos submersos, que escondem tesouros e segredos a desvendar...

Meu coração de poetisa, meu coração apaixonado, encontra outras portas, outros quartos, doravante abertos, iluminados. E o vento que sopra lá fora, invade as janelas do meu ser, levanta os véus de muitos cômodos, busca caminhos esquecidos pelo tempo...

O vento que bate lá fora sopra meu rosto, meus cabelos soltos, torna a mim mesma vento a soprar. Livre como o vento eu sou. Encontro o mar, o mar de amar, o mar de ser, de me desmanchar...

O vento e o mar, estou a navegar nesta viagem errante, de terra e mar, em busca dos continentes, de praias e penhascos. Em busca dos céus coloridos de muitos sóis, das noites enluaradas, dos chamados de muitas estrelas...

Estou eu a navegar, aonde este vento, que venta em meu ser, me levar...

Ana Liliam

11 de dez de 2014

Mistérios

No silêncio de minha alma quero hoje penetrar...
No recôndito mais escuro descansar.
E quem sabe ouvir uma silenciosa voz a me falar,
De tudo que não sei,
De tudo que aguardo,
Para um instante de despertar.

São mistérios de minha alma,
Que anseio perscrutar.

O silêncio e a escuridão,
São como a noite morna,
Que embala um coração.
São como uma cantiga amiga,
Que faz do universo uma oração.

São tantos os mistérios
Que busco desvelar.

Não sei como eu sei,
Que a vida em muitas vozes me falará,
De mistérios, no silêncio e na noite,
E tudo mais se calará,
Até o dia raiar,
E não mais me encontrar.

São mistérios,
A desvendar.

Ana Liliam
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