Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

21 de fev de 2010

Aquelas ondas...


Ah! Aquelas ondas!
Sua cor verde esmeralda nos chamava
(ou melhor seria verde jade?),
quase marolas...
Deliciosas, tépidas e frescas,
limpíssimas!
Tão transparentes, que os pés se viam ao fundo.
Ao lado cardumes de peixinhos prateados,
nadavam apressados,
antes que as gaivotas, papos cheios,
os pegassem!
Na orla, a areia branca e macia nos aguardava em outra hora...
Encontrei a praia perfeita!
Sabe aonde?
Rio, quase quarenta graus,
pleno Carnaval
Barra da Tijuca, na Reserva...
Não entendeu?
Nem eu!
Era de fazer inveja
ao Caribe, ao nordeste...
Que nada!
No dia seguinte, já não era a mesma,
era como sempre!
Suas águas turvaram-se, escuras, geladas,
em fortes pancadas!
Lá se fora meu paraíso nas ondas do mar...
E o Rio continua sujo, ou até mais,
quanto lixo se joga na rua!
Ainda assim, lindo, lindo!
Em meio ao caos, é preciso olhos acostumados
para amar...

1 de fev de 2010

Rumi ruminando o amor

Rumi nos fala do amor
Um amor tão grande e sublime,
maior que a terra, maior que o céu,
maior que as estrelas que podemos ver...

Rumi dança,
rodopia em êxtase
e já não está aqui,
está lá na abóbada celeste
junto a infinitos astros e estrelas,
em meio aos átomos apaixonados
como ele mesmo...

Hoje posso ver seus olhos
que amorosamente me fitam do alto,
aos borbotões Rumi me chega,
para abrir os meus,
ao que eu não ousei um dia ver...

Rumi ruminando o amor,
embriagado de luz,
e quando ele descia a terra
será que ele se declarou?
Ou guardou todas as palavras
aos mil versos que aos homens deixou?
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