Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

12 de mai de 2017


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Sou feito de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.
Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior... Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade... que me tornam mais pessoa, mais humano, mais completo.

E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados... haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.

Portanto, obrigado a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os  retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.
E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de 'nós'.                    

Texto de  Cora Colarina

1 de mai de 2017

poema de Luan Jessan...

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Por fora tenho tantos anos que vc nem acredita.
Por dentro, doze ou menos, e me acho mais bonita.
Por fora, óculos;  algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.
Por fora, em aluviões,  batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza; não me oprime a saudade;
Não  me demoro padecente.
E é  por viver contente q concluo sem demora: é  a menina que vive por dentro, que alegra a mulher de fora!


10 de mar de 2017

Mulheres...


Para todas as mulheres...

Houve um tempo, em que todas as mulheres eram sagradas.
Em que eram vistas como Deusas, como senhoras de seu próprio destino.
Houve um tempo, em que o corpo era sagrado, em que o sexo era uma prece. Em que homens e mulheres respeitavam-se e reverenciavam-se.
Houve um tempo em que a mulher era feiticeira, faceira, tecelã, curandeira, parteira.

A mulher banhava-se na natureza, perfumava-se com jasmim.
Andava de pés descalços, corria pela mata.
Usava compridas saias, rodadas, coloridas, leves.
Dançava para ela, dançava para a vida, dançava para seduzir, dançava para fertilizar.
Sua voz era como o canto da mais bela ave. Sua beleza era fascinante, encantadora. Era aos poetas a inspiração e aos músicos, canção.

A mulher era rendeira, cozinheira, mãe, sagrada, admirada. De joias e pedrarias era adornada e, da natureza, sua maquiagem retirava.
Onde está esta mulher? Em que fase da história ou período ela perdeu-se? Onde devemos procurá-la?

Na verdade, esta mulher-sagrada ainda existe. Está imersa em outras formas, em outras faces, em outros costumes. Mas se priva, se poda, se adapta, se escraviza… E não lembra do que já foi em sua totalidade.

Hoje esta mulher é empresária, médica, advogada, policial, recepcionista, dona-de-casa, política, enfermeira, escritora, estilista. Ela ainda está aqui, mas não lembra quem realmente é. Perdeu a memória. Esqueceu-se de sua sacralidade, de sua divindade, de sua superioridade.

Mulher!

Coloca tua saia rodada, penteia-se com o orvalho, tira o sapato dos pés.
Permita-se bailar com o vento, satisfazer seus desejos, impor sua vontade.
Permita-se amar, realizar, cantar.
Permita-se sentir bela, amada, desejada, sentir prazer.
Permita-se fazer aquilo pelo qual tua alma anseia.
Permita-se honrar a Deusa, ao Deus, à natureza.
Permita-se viver a tua vida, e ser a senhora absoluta do teu destino.

Mulher, dentro de ti há tantas outras, que tu ignora totalmente.
Será você fértil doce e maternal como Deméter?
Ou vingativa como as três Fúrias?
Quem sabe arrebatadora e feroz, como as Harpias.
Talvez seja feiticeira, sábia e misteriosa como Hécate.
Ou soberana e dotada de magia como Ísis, mãe dos egípcios.
Um tanto implacável, forte e destemida como Kali.
Encantadora e misteriosa como as Nereidas.
Quem sabe é curiosas como Pandora.
Confiável e mensageira, como Íris. Ou justa como Têmis.
Talvez seja sensual, impulsiva e totalmente movida pela paixão, como Afrodite.
Ou seja, selvagem como Ártemis.
Pode ser que seja repleta de cores e amores como Eros.
Ou então maléfica como Éris.

Mas… Possivelmente, sejas todas elas juntas!

Mulher, vem!
Resgata o teu papel, o teu feminino sagrado, tua ancestralidade.
Não tenha medo de seguir a luz, de se entregar ao Sol. Muito menos de mergulhar nas trevas do submundo, das fogueiras, dos encantamentos.

Prove de todos os reinos e sabores, permita-se viver intensamente cada instante.
Siga seus instintos e extintos.
Seja simplesmente você.

(Autor desconhecido)

8 de mar de 2017

Humanidade...

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Humanidade...
Tola humanidade...
Sábia humanidade...
louca, insana, feroz,
bela, comovente, esperançosa humanidade...
Onde estás?
Se não em meus pés, em meu caminhar sobre a terra,
em minhas mãos, em meus erros e acertos,
nas batidas do meu coração,
em minha carne, meus ossos, meu sangue...
Suas lágrimas escorrem em meu rosto,
seus gritos ecoam em minha garganta,
num lamento feroz e rouco.
Humanidade...
Em passos trôpegos caminhamos...
e caímos por terra, enlameados de vida e lágrimas.
Ansiamos pela chuva, bênção divina,
a apagar nossos erros, purificar nossa alma,
curar nossas feridas, trazer-nos o perdão.
Saciados de mundo, cansados de tudo,
poderemos nos levantar
e olhar o céu.
Talvez possamos dar as mãos
uns aos outros,
um só corpo, um só coro, um só pensamento,
um só desejo
de amor e vida.
Ana Liliam

Hoje o céu

Hoje flutuo no céu
em brancas nuvens feitas de luz
em paz...
Não que eu não esteja lá,
ou aqui,
como quiseres ver.
Estou aqui também,
como ponte, corrente afivelada,
pedaço de raiz...
Hoje estou aqui no mundo e lá no céu,
simplesmente.
E lá do alto sou parte de tudo,
e tudo aprecio,
enquanto aqui eu tudo vivo.
Mas talvez nada mais me aborreça,
é que sei que aqui é só momento,
enquanto lá eternidade.
E mesmo o tempo, antes célere,
agora goteja sem pressa.
E mesmo o longe,
já não é mais assim tão longe.
Pois lá de cima tudo, tempo e espaço são irrelevantes!

Ana Liliam

9 de fev de 2017

Louvada seja a dança

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Santo Agostinho

Louvada seja a dança
porque ela liberta o homem
do peso das coisas materiais,
e une os solitários
para formar sociedade.

Louvada seja a dança,
que tudo exige e fortalece,
saúde, mente serena
e uma alma encantada.

A dança significa transformar
o espaço, o tempo e a pessoa,
que sempre corre perigo
de se desfazer e ser ou somente cérebro,
ou só vontade ou só sentimento.

A dança porém exige
o ser humano inteiro
ancorado no seu centro,
e que não conhece
a obsessão da vontade de dominar
gente ou coisas, e que não sente
a demonia de estar perdido
no seu próprio ser.

A dança exige o homem livre e aberto
vibrando na harmonia de todas as forças.

Ò homem, ò mulher, aprenda a dançar
senão os anjos do céu
não saberão o que fazer contigo.

3 de ago de 2016

Nos passos desta dança...

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A dança da vida acontece todos os dias, em cada momento uma nova oportunidade!

Dançar a vida é a arte do encontro, do olhar, da palavra amiga, do afeto, do cuidado...

É a poética da existência humana, dando significado a mim e ao outro, num gesto que acolhe, mesmo àqueles que nos parecem tão diferentes. No fundo somos todos iguais, somos todos irmãos!

Dar e receber são igualmente nutridores da vida, tanto para aquele que dá, como para quem recebe. Quando você estiver em uma relação ou situação em que não pode receber, experimente dar, e se sentirá igualmente abençoado(a).

Dançar a vida é abrir-se ao amor, e dar-se em amor. Nunca se perde neste jogo, pois o amor que não está condicionado se perpetua e se multiplica em cada ação.

É o aprendizado do aqui e do agora. Pois é preciso estar presente para dançar a vida, e receber a vida por inteira! É plenitude!

A vida é extraordinária, quando saboreamos cada instante, cada encontro, cada sopro de vento, cada flor que nasce, cada manhã e cada noite... A vida pode ser extraordinária, mesmo nos momentos mais simples, quando saboreamos nossa sopa...

Dançar a vida, é tentar... Acertar passos no fluxo do momento, equilibrar-se, e se cair, levantar-se! Faz parte da dança da vida errar... E tentar novamente!

A vida é linda, cada um de nós traz sua beleza! Em cada um, um talento especial, algo para se reconhecer de belo e de único. Dançar com o outro é reconhecer esta beleza, sua essência, mesmo que esta por hora se esconda.

Dançar a vida é reconhecer que tudo é novo, sempre! Nada se repete, ninguém é o mesmo que foi ontem. Então é preciso perdoar o passado, para viver o presente!

Para dançar na vida, o perdão é essencial. A compaixão é essencial. A vida é uma bênção, e todos merecem ser abençoados pelo perdão e pelo amor.

Para dançar a vida é preciso mudar o olhar, enchê-lo de amor, olhar pelas lentes amorosas de um coração vulnerável, que não mais se defende, mas que acredita da força do Amor!

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