Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

26 de mai de 2009

Anjo Solar


Amado Anjo
que me veio de presente,
trouxe de surpresa tanta luz,
tanta luz, tanta luz...

Amarelo solar!
Desce suas asas sobre mim,
ou me carrega nelas para teu sol!

Tão doce e fugaz tua presença,
mas eu queria nunca mais perder-te,
nunca mais ficar sem a imensidão de teu poder!

Quimeras humanas!
Ah, anjo de tanta luz!
Que visita boa me fizestes!

Não me deixes,
já que agora sou cativa de teu amor...
Como te esquecer?
Como pode esquecer quem te conhece!

Então estou aqui.
As ordens, como quiseres.
A espera de tua vinda,
já não há mais silêncio em minha alma!

18 de mai de 2009

Vida efêmera

Tudo vão,
palavras vãs,
que como folhas mortas
caem no chão.

Contradição da alma,
que para Ser
precisa viver,
e ao mesmo tempo deixar-se morrer.

Tudo em vão? Eu sei que não.
Viver é preciso,
como é preciso amar,
e entregar-se ao amor.

Como é preciso
deixar-se levar pela brisa leve da tarde,
derreter aos raios do sol,
para brilhar à luz do luar...

Como é preciso
dissolver-se nas águas profundas do mar,
deixar-se levar na correnteza do rio,
viver a vida efêmera de uma flor...

Viver é preciso,
deixando-se morrer em cada instante,
para de uma pequena borboleta
ser o vôo fugaz e impreciso.

16 de mai de 2009

Shangri-La

Quem és tu,
que finge não me ver,
não tomar conta de minha existência
ao teu redor.

Quem és tu,
que finge ler, ouvir música,
nada saber,
de mim ou de tu mesmo.

Quem és tu,
que caminhas ao lado,
achado ou perdido,
que tira fotos do que não vê.

Quem és tu, se me ignoras,
se não me olhas,
se não me sabes,
e se não sabe que eu também sou tu.

Querido amigo, amiga, quase desconhecidos.
Eu te olho, eu te vejo,
e se desconheço tua dor, tua alegria e tristeza,
se nada sei de tua vida, ainda sou igual.

Caminhamos, juntos ou separados,
por entre flores ou espinhos,
e tua dor e sorriso não é diferente para mim,
nem tão pouco indiferente.

Caminhamos buscando a luz,
um pouco de paz, de amor de verdade,
querendo conhecer o que não sabemos.
Somos tão iguais!

Vem,
me dê a mão,
o seu olhar.
Vamos juntos procurar
o caminho para Shangri-La.
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