Letras são como estrelas, a guiar o viajante disperso, a uma praia, porto, lugar qualquer, onde possa raiar o dia, onde almas, mentes, corações, possam se encontrar, viver um espaço de beleza maior...

28 de jan de 2012

Construtor de sonhos

Construo sonhos
tão reais que neles já cheguei a acreditar um dia...
Nos sonhos coloco paredes, construções,
gente como a gente
que espelham pedaços perdidos de minha alma
itinerante...
Também construo pontes,
que muitas vezes esqueço de usar,
para dar voltas imensas
na tentativa de te encontrar...
É verdade que faço tolices
ao criar dor e sacrifícios
que só podem ser inúteis,
e não sei porquê acreditei nisso um dia,
talvez reflexos de memórias esquecidas...
De tantos erros já aprendi
e decido doravante criar somente coisas belas,
sonhos de amor e alegria,
jardins floridos e perfumados
para receber os muitos visitantes de meu lar...
Na verdade já cansei de sonhar
sou um sonhador que deseja
ardentemente acordar...

Ana Liliam

22 de jan de 2012

Ser feminino


O ser feminino é um grande mistério a ser desvendado. É feito de terra; da terra lamacenta, fria e macia, que se molda e toma formas inusitadas, criativas. É terra de prazer, de desejos inconscientes e de entrega ao não se sabe o quê.

É feito de água, pois se desmancha todo, em lágrimas que transbordam toda a emoção. Se for água parada adoece, mas se é água que corre, quem irá segurá-la? Mexe, remexe, leva tudo embora, lava toda a dor, num caminho sem fim, sem começo, sem meio; que não se segura, não se alcança, não se apossa.

É ar. Sonho, fantasia, ilusão. E também intuição, um saber que nasce não se sabe aonde, transpiração do universo. É ventania, que leva os desejos de um lugar para o outro, e pára de repente, num espanto. Depois venta de novo, felizmente!

Por fim, o ser feminino, é feito de fogo. E que fogo! Acende, incendeia, propaga inclemente! Até se consumir, ser cinza e pó sobre a terra. E desta novamente renascer.

O ser feminino é um nascer e morrer sem ter fim, transmutação de todas as emoções, todos os desejos. É criar a vida, por toda a vida. É fazer e desmanchar, ser hoje diferente de um minuto atrás. E o homem que corra atrás desta mulher, desta louca, desta deusa! Talvez encontre uma janela de lucidez, um instante do maior prazer, um sentido para a vida: encontrar amor e alegria, na vertigem da companheira!"

Ana Liliam

19 de jan de 2012

MAR DE TRANCOSO




Foi lá que por fim encontrei o mar,
Junto do rio que a ele se entrega,
As águas que carrego
Também lá se dissiparam,
Misturaram se ao grande mar...

As águas escuras dos rios,
Do meu e do que lá ainda há,
Cederam se as águas verdes do mar,
Águas frias e tépidas
Nas ondas temperadas do mar...

E de lá não mais vou partir,
Vou ficar,
Na mente, no coração,
Com este mar,
Meu mar de amar...

Ana Liliam

15 de jan de 2012

O Problema é um Tônico para o Ego, Osho



O ego não se sente bem, à vontade, com montículos; ele quer montanhas. Mesmo se isso for uma miséria, não deve ser um montículo, deve ser um Everest. Mesmo que isso seja miserável, o ego não quer ser ordinariamente miserável; ele quer ser extraordinariamente miserável.

As pessoas continuam sempre criando grandes problemas do nada. Eu tenho conversado com milhares de pessoas sobre os problemas delas e realmente não encontrei ainda um problema real! Todos os problemas são falsos – você os cria porque sem problemas você se sente vazio. Não há nada para fazer, nada com o que lutar, nenhum lugar para ir. As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um psicanalista para outro, de um grupo de encontros para outro, porque se não forem, eles se sentem vazios e subitamente, sentem que a vida é insignificante. Você cria os problemas para que você possa sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento, e que você precisa lutar muito.

O ego só pode existir quando existe luta, lembre-se – quando ele luta. E se lhe digo, ‘Mate três moscas e você ficará iluminado, você não irá acreditar em mim. Você dirá, ‘Três moscas? Isso não parece muito. E ficarei iluminado? Isso não parece ser inverossímil. Se eu disser que você terá que matar setecentos leões, é claro que isso parece mais! Quanto maior o problema maior o desafio...E com o desafio surge seu ego, ele paira nas alturas. Você cria os problemas. Eles não existem.

Os padres, os psicanalistas e os gurus – eles estão felizes porque todo o negócio deles existe por sua causa. Se você não criar montículos do nada e você não transformar seus montículos em montanhas, qual o sentido de gurus lhe ajudarem? Primeiro você precisa estar na condição de ser auxiliado.

Os mestres verdadeiros dizem outra coisa. Eles dizem, “Por favor, vejam o que você está fazendo, que bobagem você está fazendo. Primeiro você cria um problema, depois você vai em busca de uma solução. Apenas veja que você está criando o problema, exatamente no princípio, quando você estiver criando o problema, essa é a solução – não o crie!” Mas isso não lhe agradará porque então você está subitamente voltando para si mesmo. Nada para fazer? Nada de iluminação? Nada de satori? Nada de samadhi? E você está profundamente cansado, vazio, tentando preencher-se com qualquer coisa.

Você não tem nenhum problema; somente isso precisa ser entendido. Agora mesmo você pode deixar todos os problemas porque eles são criações suas. Dê outra olhada nos seus problemas: quanto mais profundamente você olhar, menores eles parecerão. Continue olhando para eles e aos poucos, eles começarão a desaparecer. Prossiga olhando e subitamente você descobrirá que há uma vacuidade... Uma bela vacuidade lhe cerca. Nada para fazer, nada para ser, porque você já é isso.

Iluminação não é algo a ser alcançado, é somente para ser vivido. Quando digo que alcancei a iluminação, estou simplesmente dizendo que decidi viver isso. Já chega! E desde então tenho vivido-a. É uma decisão de que agora toda essa besteira de criar problemas e encontrar soluções acabou.

Toda essa bobagem é um jogo que você está jogando consigo mesmo: você mesmo está escondendo e você mesmo está procurando, você é ambas as partes. E vocês sabem disso! Eis porque quando digo isso vocês riem, dão risadas. Não estou falando sobre alguma coisa ridícula; vocês o compreendem. Vocês estão rindo de si mesmos. Apenas observem a si mesmos rindo, apenas olhem para seus próprios sorrisos; vocês o compreendem! Isso tem que ser assim porque é seu próprio jogo: você está escondendo e esperando que você mesmo seja capaz de procurar e encontrar a si mesmo.

Você pode encontrar a si mesmo agora porque é você que está escondendo. Eis porque os mestres Zen prosseguem batendo. Sempre quando alguém chega e diz, “Eu gostaria de ser um Buda”, o mestre fica muito zangado. Porque ele está pedindo uma bobagem, ele é um Buda. Se Buda chegar para mim e perguntar como ser um Buda, que devo fazer? Irei bater na cabeça dele. “A quem você pensa que está enganando? Você é um Buda!”

Não crie problemas desnecessários para você. E o entendimento descerá sobre você se você observar como você torna um problema cada vez maior, como você o engendra, e como você ajuda a roda a girar cada vez mais rápido. Assim de repente, você está no topo da sua miséria e você está necessitando da simpatia do mundo inteiro.

O ego precisa de problemas. Se você compreender isso, na própria compreensão as montanhas viram montículos novamente, e então os montículos também desaparecem. Subitamente há vacuidade, pura vacuidade por toda parte. Isso é tudo o que a iluminação é – um profundo entendimento de que problemas não existem. Assim, sem nenhum problema para resolver, o que você vai fazer? Imediatamente você começa a viver. Você irá comer, irá dormir, irá amar, irá bater papo, irá cantar, irá dançar. O que tem mais para fazer? Você se tornou um deus, você começou a viver!

Se as pessoas pudessem dançar um pouco mais, cantar um pouco mais, serem um pouco mais malucas, a energia delas estaria fluindo mais, e os problemas delas irão desaparecer aos poucos. Daí eu insistir tanto na dança. Dance até o orgasmo; deixe que toda a energia se torne dança e subitamente, você verá que você não tem nenhuma cabeça. A energia presa na cabeça se move ao redor, criando belos padrões, pinturas, movimentos. E quando você dança chega um momento que o seu corpo não é mais uma coisa rígida, se torna flexível, fluido. Quando você dança chega um momento quando sua fronteira não está mais tão clara; você se funde e se dissolve com o cosmos, as fronteiras ficam misturadas. Assim você não cria qualquer problema.

Viva, dance, coma, durma, faça as coisas tão totalmente quanto possível. E lembre-se sempre: quando você flagrar a si mesmo criando algum problema, dê o fora dele, imediatamente."

Osho, Extraído de: Ancient Music in the Pines

13 de jan de 2012

Poesia de Renata Argôlo




E quando em mim já não cabe tudo que sou, me derramo por ai
Porque não sou vaso e talvez nem seja fonte
Sou canal. E tudo vem, tudo vai ,tudo passa por mim
E quando sai já não é o que era, já não sou o que era
Mas sempre sou alguma coisa, e as coisas sempre são um pouco de mim
O universo sempre foi oceano e nosso fluxo segue. O sangue segue
Sempre... Agora... Sempre... Ontem... Sempre
Segue!

http://renataargolo.blogspot.com/

2 de jan de 2012

Tempo afora, música de Fred Diniz

Onde mora a ternura,
onde a chuva me alaga,
onde a água mole perfura,
dura pedra da mágoa,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

Quando o carinho acontece, quando a garoa é macia,
e se cura e se esquece,
a dor num canto vazio,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

Onde a alma se lava,
aonde o corpo me leva,
onde a calma se espalha,
onde o porto me espelha,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

Quando me lembro de tudo, quando me visto de nada,
e me chove e descubro,
quanto você me esperava
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,
eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

1 de jan de 2012

Mensagem para 2012

Juízo Final
 
O sol há de brilhar mais uma vez
 
A luz há de chegar aos corações
 
Do mal será queimada a semente
 
E o amor será eterno novamente
 
 
É o juízo final
 
A história do bem e do mal
 
Quero ter olhos para ver
 
A maldade desaparecer
 
O sol há de brilhar mais uma vez
 
A luz há de chegar aos corações
 
Do mal será queimada a semente
 
E o amor será eterno novamente
 
 
É o juízo final
 
A história do bem e do mal
 
Quero ter olhos para ver
 
A maldade desaparecer
 
O sol há de brilhar mais uma vez
 
A luz há de chegar aos corações
 
Do mal será queimada a semente
 
E o amor será eterno novamente
 
O amor será eterno novamente
 
O amor será eterno novamente
 
Música: Juizo Final
Autoria: Nelson Cavaquinho e Elcio Soares
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